quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A singularidade do livro "O Pequeno Príncipe"


A quantidade de livros lançados anualmente é infinita, alguns desses viram best-sellers, porém raríssimos títulos conseguem se manter atemporais e ainda assim causar algum tipo de comoção ao leitor, creio perfeitamente que nesse contexto se encaixa a obra-prima "O Pequeno Príncipe" do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, a narrativa simplista consegue fisgar a atenção desde o começo até o fim.

A grande sacada do autor é conseguir entrar ao âmago das mais diversas pessoas com frases que se tornaram, no passar de tempo, lições de vida. Quem leu ou já viu algum fragmento da obra, por menor que ele seja, sente a singularidade contida nos trechos da mesma. A intenção de Antoine de Saint-Exupéry pode ter sido fazer apenas um livro bonito em sua particularidade, mas cada linha de "O Pequeno Príncipe" resgata em nós sentimentos que com o decorrer dos dias e a falta de sensibilidade acabam sendo perdidas. Os chavões contidos no livro, mesmo que para uns e outros sejam cluchês, se tornaram eternos pois até então poucos autores conseguiram de forma tão singela se atentarem para os verdadeiros anseios do ser humano.

Quando o Príncipe, protagonista da obra, se encontra com uma raposa, há um diálogo permeiado por valores que talvez não encontremos com tanta facilidade na sociedade atual, as pessoas passam em nossa vida mas se esquecem de marcá-las de alguma maneira, não há na maioria das nossas relações sociais uma grande intenção: a de cativar. "Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativa", talvez seja uma das frases mais belas que até então ninguém havia escrito por não entender a nossa real função humana, conseguir de alguma forma transformar a vida daqueles que nos cercam. A urgência que se há em realizar várias coisas ao mesmo tempo acaba nos alienando, talvez até nos cegando para saber se estamos sendo realmente seres transformadores de uma realidade que prega o individualismo. Muitos de nós não sabe nem ao menos o nome do nosso vizinho. A rapidez exigida na comunicação tirou de nós os ensinamentos que podem estar contidas em uma boa conversa "olho no olho". O e-mail, por exemplo, rouba de nós o prazer em escrever cartas a quem se quer bem. O mundo cria e somente aceitamos, nada fazemos para mudar aquilo que julgamos estar errado.

Creio que o livro "O Pequeno Príncipe" consiga resgatar em nós esses sentimentos importantes e que nos ajudam a levar a vida de uma maneira mais simples e porque não mais leve? Cativar é uma via de mão-dupla em que nunca queremos dar o primeiro passo, ficamos esperando a atitude do outro para só depois demonstramos o quão importante é tê-lo por perto. Vamos pensar em tentar marcar positivamente a vida de alguém, seja com um sorriso, um afeto, mas acima de tudo com bons valores e príncipios, pessoas que conseguem olhar com amor ao próximo, também ajudam a construir uma sociedade como a contida no "O Pequeno Príncipe". Parafraseando Antoine de Sant-Exupéry é preciso que nossa visão vá além das coisas contidas nesse mundo tão imperfeito, para torná-los ao menos um pouco próximo daquilo que anseiamos, precisamos saber que "Só se vê bem com os olhos do coração. O essencial é invisível para os olhos".

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre mim...

Atualmente o que tenho mais exercitado em mim tem sido a bendita paciência (que confesso tenho pouquíssima)! Como é difícil conviver com as diferenças... É uma coisa tão explícita, explicada, disseminada... Nossos pais sempre nos instruíam "meu filho no mundão lá fora, você vai encontrar todo tipo de gente", mas na prática como é árduo conviver socialmente!

Ultimamente tenho optado pelo meu silêncio invés da exposição, não pelo medo de julgamentos alheios, mas sim por achar que esse é um meio de viver bem, em paz, zen, "de boa". Tolero e me abstenho, simples assim, não tenho o mínimo empenho em duelar verbalmente com pessoas que se julgam totalmente sábias e detentoras da razão, deixo as com suas opiniões e me calo, simples assim! As mudanças ocorrem gradativamente e o que antes tinha relevância, com o passar do tempo vai se transformando Já fui do tipo "dou um boi pra não entrar em uma briga, e uma boiada para não sair dela", hoje vejo que isso não vale a pena, nos desgasta, envelhece... Saber lidar com as diferentes personalidades hoje em dia é questão de sobrevivência...

Eu particularmente não tenho a mínima paciência em manter conversar superficiais e faço questão de demonstrar isso! Um lema que eu sempre prego é observar que o passar do tempo pode e deve trazer MATURIDADE... Maternal, jardim de infância foram fases que passaram, porém tem gente que insiste em continuar assim: sem noção. Outro fato que vivo pensando é na tão falada sinceridade. Tem gente que a confunde com franqueza e a partir do momento que você fala o que quer está prediposto a ouvir algo que seja difícil de digerir, é o tal negócio de não confundir amizade com liberdade. Eu opto sempre por falar a pessoa aquilo que eu penso, não aquilo que ela quer ouvir, a vida de acordo com nossas vontades seria tão mais fácil, contudo a realidade é outra. Temos dois ouvidos e uma boca, e isso não é por acaso.


Gosto de pensar que posso contribuir para a felicidade do meu próximo. Posso não ser a pessoa mais fácil de lidar, as vezes um tanto quanto mau-humorado, passo respostas atravessadas, tenho dificuldade em fazer aquilo que não quero, detesto ser mandado, sou extremamente crítico... Porém sou incapaz de magoar a quem tenho apreço. Procuro nunca pecar pela falta de ombridade e lealdade para com aqueles que julgo meus amigos. Posso não sorrir o tempo todo, afinal não sou feliz 24 horas por dia, mas com certeza ao invés do meu sorriso posso dar apoio e te ajudar de alguma forma. Não acho que o gostar vem pelo demonstrar, gosto de muitas pessoas e acho que elas nem sabem disso, não é preciso expor, fica subentendido. É nesse gostar sem falsidade e interesses que eu acho que consiste a Amizade, o desejo mútuo que há quando duas pessoas se querem bem livres de qualquer conveniência.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Síndrome de Peter Pan

Olhando, observando e escutando as pessoas a gente observa tanta coisa... Acho que ninguém deve nunca perder o "feeling" para perceber as pequenas ações que ocorrem cotidianamente a nossa volta. Uma rápida saída já é suficiente para analisarmos o comportamento humano.

Hoje quando fui ao shopping me deparei com uma cena deprimente: uma senhora, de idade bastante avançada (a respeito da idade dela, é uma opinião pessoal!), usando uma minissaia e se portando como uma pré-adolescente digna de artigos clichês da Capricho do tipo: "seu namorado é fiel?" ou quem sabe "descubra se sua melhor amiga é verdadeira". Ela falava e ria alto, mascava chiclete de boca aberta, desfilava na loja como se estivesse na Semana de Moda de Milão, ou seja, fazia o possível para chamar a atenção. Difícil não sentir pena da pobre senhora! Realmente não combina nem com a idade, nem com a situação em si, afinal ela estava com os filhos... Eu se fosse um deles, estaria muito envergonhado.

Busquei uma forma de interpretar aquele comportamento exarcebado da mulher, e consegui defini-lo como "A Síndrome de Peter Pan", o menino que não queria crescer nunca e almejava ser criança enternamente, sem responsabilidade algum a não ser com o seu constante divertimento. Isso seria utópico para os dias atuais? Absolutamente, alguns acham que irão realmente atingir a esse ideal da eterna jovialidade. Não sei se alguém já utilizou essa definição, mas tomo posse dela como se fosse minha e a tentarei explicar aqui nesse post que vos fala!

A síndrome de Peter Pan é detectada na pessoa a partir do momento que ela não aceita adquirir as características próprias e atitudes da sua determinada idade. Amadurecer? Isso é uma palavra que está fora do vocabulário de um portador dessa síndrome. Atitudes como: chamar o namorado de bebê, neném, mozinho e mozão (bléee) são sintomas dessa doença, assim como chorar, berrar, e bater a porta após uma discussão. Peter Pan detected!


Acho tão estranho quando a pessoa não se aceita como é! A sabedoria e a maturidade que são adquiridas com o passar do anos, na minha opinião, são essencias para a boa convivência na sociedade, ninguém é passivo de aguentar gente sem noção, que acha que o mundo gira em torno do próprio umbigo. A pessoa pode ser engraçada, diferente... Mas será que isso vai perdurar por muito tempo, será que alguma empresa vai contratar uma "mala sem alça" que faz brincadeiras fora de hora, que é inconveniente? Minha gente vamos tomar chá de semancol!

Todas as experiências pelas quais passamos são relevantes, é só saber obsevar! O correr do tempo é sim muito válido, mesmo que ele não perdoe a ninguém e faça com que todo mundo corra e aja de acordo com o seu bel prazer nessa roda-vida. O ser humano está em constante mudança, devemos sugar sempre lições que agreguem em cima das nossas experiências... Não podemos achar que vivemos em uma bolha, e construirmos castelos de areia achando que o mundo é um eterno mar de rosas! Temos que viver cada momento em sua plenitude, curtir a dor é tão importante quanto aproveitar um momento feliz. Devemos nos atentar ao fato de que cada idade acarretará suas dores, dissabores e também sua vantagens. É ponderoso refletir sobre isso, porque só assim não haverá sofrimento no passar dos dias! Pois cada hora, dia, mês, ano, que seja... Será importante de acordo com a sua devida particularidade.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lady GaGa, uma orgia pop!


Alguns criticam, vários a idolatram. O que se sabe ao certo é que poucos artistas causaram e estão causando tanto alvoroço na cultura de massa como Lady GaGa. Surgindo como um verdadeiro boom no POP mundial, ela está na boca do povo e se mantém no topo das paradas a algum tempo.

Uma coisa que podemos verificar é o marketing que a cantora faz em torno da sua própria imagem, com músicas dançantes e
clipes extremamente bem elaborados, ela consegue polemizar e se manter em evidência. Quando surgiu com o hit Just Dance tendo letras até em certos momentos desprentesiosas "Just dance, it's gonna be okay da da doo-doom" (Apenas dance, vai ficar tudo bem da da doo-doom), ninguém poderia prever que a moça se tornaria o estouro dos dias atuais. A maioria das pessoas sabia que ela usava um visual bem particular, ousado, diferente e até andrógeno nas suas aparições na mídia, porém nao se podia prever ao certo como isso ia se mostrar com o passar do tempo, vivemos em época de artistas de uma música só e esse poderia ser o futuro da cantora.

Com o decorrer dos dias e lançamento de novas músicas podíamos constatar que Lady GaGa vinha mesmo para ficar. Várias canções fizeram sucesso e ratificaram a sua condição de rainha do pop.
Poker Face se tornou um sucesso nas pistas de dança tendo um clipe diferente e bem coreografado. Quando achávamos que ela havia chegado ao auge da originalidade, GaGa nos surpreende com LoveGame, tendo no seu conteúdo imagens de cunho erótico e até beijo lésbico (um acinte a sociedade moralista)! O lançamento do seu segundo CD "The Fame Monster" mostrou que a artista tinha "muita lenha para queimar". Quando pensávamos que nada mais vindo dela seria capaz de causar espanto, estranheza e surpresa (dentre outra miscelânea de adjetivos) eis que surge a música Bad Romance, diferente de tudo aquilo que nossos ouvidos estavam ambientados a ouvir e os nossos olhos a enxergar. Com uma roupagem moderna, clipe totalmente ousado e letra irreverente e até "suja" diante das nossas mente pudicas. Estrofes como "I want your ugly, I want your disease, I want your everything, As long as it's free, I want your love" (Eu quero sua repulsão, Eu quero sua doença, Eu quero seu tudo, Contanto que seja de graça, Eu quero seu amor) povoaram o nosso imaginário pois até então não conseguíamos prever de onde viria tanta criatividade em uma só artista, afinal além de cantora a maioria das canções é composta também por ela. Não podemos também nos enganar que a musicalidade de Lady GaGa é advinda somente dela, sabemos que tudo que é veiculado na mídia é cercado pelo comércio e pelo marketing, Lady GaGa não é excessão a essa regra! Ela sabe polemizar como ninguém para conseguir o seus objetivos, e hoje a mesma tem uma legião de fãs ensandecidos que sabem todas as suas canções e coreografias.

Eu particularmente não sou fã das suas músicas, acho engraçado seu estilo, afinal não o levo a sério, e nem procuro criar subterfúgios para crítica-lo ou idolatrá-lo, o que sei ao certo é que ela conseguiu alavancar o segmento pop que estava dominado pelo cantores de hip hop com suas músicas que enaltecem o luxo, as mulheres e o dinheiro. Lady GaGa conseguiu ser original, e tudo que é novo causa estranheza nas pessoas, já dizia o Velho Guerreiro Chacrinha "hoje em dia nada se cria, tudo se copia!" ela foi diferente dos demais e nos mostra a cada aparição, música, clipe, algo novo, que mesmo que não nos agrade, de alguma forma nos marca.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Um show por aí...


O show da Marina Lima hoje em Goiânia foi bom, agora venho aqui deixar algumas impressões que tive de tudo.

Primeiro:
MÃES se os seus filhos não são educados o suficiente deixem-os em casa, não que eles não possam conviver em sociedade, isso não vem ao caso. O que ele não pode fazer é atrapalhar as outras pessoas, além de também causar transtornos a você! Deixe o com a vovó que acha lindo e apóia todas as suas mal-criações, olha só que prático. Hoje simplesmente a criança deu birra do meu lado e não havia cristão que a fizesse parar, e o motivo era que a mesma queria sentar no lugar onde eu estava, não cedi mesmo, cheguei mais cedo justamente para ficar em um bom local, e por birra de criança eu tinha que me levantar e ser conivente com aquilo? JAMAIS... Não acho bonito criança mal-educada e nem faço questão de demonstrar compreensão porque sempre tive alguém para aparar minhas asinhas desde pequeno, seria até injusto com a ótima educação dada a mim por meus pais concordar com toda aquela situação.


Segundo: é tão chato quando os cantores mudam o contexto da música! As pessoas querem cantar junto mas não conseguem, afinal eles fazem tantas firulas que fica impossível acompanhar. Alguns cantores de MPB tem essa mania de achar que o show é só para eles e sem esquecem do público que paga e está ali para se entreter e curtir o espetáculo.


Terceiro: pouquíssimas pessoas sabiam as letras da músicas, será porque era um show da Marina Lima, será porque era MPB? Nenhuma sugestão acima cabe como resposta, o fato é que quando não é música SERTANEJA o público goiano em geral não se identifica, e acaba taxando um show intimista de chato, monótono, pedante... E por aí vai! A verdade é que não discrimino a música sertaneja, pelo contrário, gosto muito e acho a cara do nosso estado mesmo que alguns torçam a cara para isso, contra fatos não há argumentos e o Sertanejo Goiano é muito divulgado em todo o país. O que me preocupa é saber que as pessoas se esquecem da existência de outros gêneros músicas legais, com melodias e letras bem trabalhadas! Existe sempre o pré-julgamento de que a música é chata, brega, antiga... E daí? As músicas boas (e a Marina Lima tem muitas delas) são eternas. Contam se nos dedos alguém que nunca ouviu ao menos uma estrofe de "Meia Noite e Meia" (essa noite eu quero te ter toda se ardendo só pra mim...), ou de Fullgás (meu mundo você é que, faz, música, letra e dança...) até chegar a parte "e a gente faz um país" que ainda é meio obscura na minha mente, mas tudo bem!


Um pouco de cultura não faz mal a ninguém, devemos deixar o senso comum que nos causa extrema alienação de lado e pensar em ouvir sempre música boa e bem feita, se não iremos nos deparar com o império de "Créus", "Eguinhas Pocotós" e afins da vida. Temos que saber separar música de divertimento de música para ouvir, ou alguém acha uma estrofe como "vou te comer, vou te comer" edificante? É legal, divertida, dançante (uhu animação!) e olhe lá... Mas não é nada inteligente!Pego por exemplo alguns amigos meus que até se assustam quando eu ouço Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil e outros. O que está na moda é contemplar essas pseudo bandas de rock cheia de melodramas e super comercias, músicas de funk com letras sem pé nem cabeça cantadas a uma só voz, com cantores na grande maioria das vezes sofríveis. Ainda bem que não sigo tendências, sigo apenas minha opinião, mesmo que ela de alguma maneira não agrade a todos.