
A quantidade de livros lançados anualmente é infinita, alguns desses viram best-sellers, porém raríssimos títulos conseguem se manter atemporais e ainda assim causar algum tipo de comoção ao leitor, creio perfeitamente que nesse contexto se encaixa a obra-prima "O Pequeno Príncipe" do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, a narrativa simplista consegue fisgar a atenção desde o começo até o fim.
A grande sacada do autor é conseguir entrar ao âmago das mais diversas pessoas com frases que se tornaram, no passar de tempo, lições de vida. Quem leu ou já viu algum fragmento da obra, por menor que ele seja, sente a singularidade contida nos trechos da mesma. A intenção de Antoine de Saint-Exupéry pode ter sido fazer apenas um livro bonito em sua particularidade, mas cada linha de "O Pequeno Príncipe" resgata em nós sentimentos que com o decorrer dos dias e a falta de sensibilidade acabam sendo perdidas. Os chavões contidos no livro, mesmo que para uns e outros sejam cluchês, se tornaram eternos pois até então poucos autores conseguiram de forma tão singela se atentarem para os verdadeiros anseios do ser humano.
Quando o Príncipe, protagonista da obra, se encontra com uma raposa, há um diálogo permeiado por valores que talvez não encontremos com tanta facilidade na sociedade atual, as pessoas passam em nossa vida mas se esquecem de marcá-las de alguma maneira, não há na maioria das nossas relações sociais uma grande intenção: a de cativar. "Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativa", talvez seja uma das frases mais belas que até então ninguém havia escrito por não entender a nossa real função humana, conseguir de alguma forma transformar a vida daqueles que nos cercam. A urgência que se há em realizar várias coisas ao mesmo tempo acaba nos alienando, talvez até nos cegando para saber se estamos sendo realmente seres transformadores de uma realidade que prega o individualismo. Muitos de nós não sabe nem ao menos o nome do nosso vizinho. A rapidez exigida na comunicação tirou de nós os ensinamentos que podem estar contidas em uma boa conversa "olho no olho". O e-mail, por exemplo, rouba de nós o prazer em escrever cartas a quem se quer bem. O mundo cria e somente aceitamos, nada fazemos para mudar aquilo que julgamos estar errado.
Creio que o livro "O Pequeno Príncipe" consiga resgatar em nós esses sentimentos importantes e que nos ajudam a levar a vida de uma maneira mais simples e porque não mais leve? Cativar é uma via de mão-dupla em que nunca queremos dar o primeiro passo, ficamos esperando a atitude do outro para só depois demonstramos o quão importante é tê-lo por perto. Vamos pensar em tentar marcar positivamente a vida de alguém, seja com um sorriso, um afeto, mas acima de tudo com bons valores e príncipios, pessoas que conseguem olhar com amor ao próximo, também ajudam a construir uma sociedade como a contida no "O Pequeno Príncipe". Parafraseando Antoine de Sant-Exupéry é preciso que nossa visão vá além das coisas contidas nesse mundo tão imperfeito, para torná-los ao menos um pouco próximo daquilo que anseiamos, precisamos saber que "Só se vê bem com os olhos do coração. O essencial é invisível para os olhos".
A grande sacada do autor é conseguir entrar ao âmago das mais diversas pessoas com frases que se tornaram, no passar de tempo, lições de vida. Quem leu ou já viu algum fragmento da obra, por menor que ele seja, sente a singularidade contida nos trechos da mesma. A intenção de Antoine de Saint-Exupéry pode ter sido fazer apenas um livro bonito em sua particularidade, mas cada linha de "O Pequeno Príncipe" resgata em nós sentimentos que com o decorrer dos dias e a falta de sensibilidade acabam sendo perdidas. Os chavões contidos no livro, mesmo que para uns e outros sejam cluchês, se tornaram eternos pois até então poucos autores conseguiram de forma tão singela se atentarem para os verdadeiros anseios do ser humano.
Quando o Príncipe, protagonista da obra, se encontra com uma raposa, há um diálogo permeiado por valores que talvez não encontremos com tanta facilidade na sociedade atual, as pessoas passam em nossa vida mas se esquecem de marcá-las de alguma maneira, não há na maioria das nossas relações sociais uma grande intenção: a de cativar. "Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativa", talvez seja uma das frases mais belas que até então ninguém havia escrito por não entender a nossa real função humana, conseguir de alguma forma transformar a vida daqueles que nos cercam. A urgência que se há em realizar várias coisas ao mesmo tempo acaba nos alienando, talvez até nos cegando para saber se estamos sendo realmente seres transformadores de uma realidade que prega o individualismo. Muitos de nós não sabe nem ao menos o nome do nosso vizinho. A rapidez exigida na comunicação tirou de nós os ensinamentos que podem estar contidas em uma boa conversa "olho no olho". O e-mail, por exemplo, rouba de nós o prazer em escrever cartas a quem se quer bem. O mundo cria e somente aceitamos, nada fazemos para mudar aquilo que julgamos estar errado.
Creio que o livro "O Pequeno Príncipe" consiga resgatar em nós esses sentimentos importantes e que nos ajudam a levar a vida de uma maneira mais simples e porque não mais leve? Cativar é uma via de mão-dupla em que nunca queremos dar o primeiro passo, ficamos esperando a atitude do outro para só depois demonstramos o quão importante é tê-lo por perto. Vamos pensar em tentar marcar positivamente a vida de alguém, seja com um sorriso, um afeto, mas acima de tudo com bons valores e príncipios, pessoas que conseguem olhar com amor ao próximo, também ajudam a construir uma sociedade como a contida no "O Pequeno Príncipe". Parafraseando Antoine de Sant-Exupéry é preciso que nossa visão vá além das coisas contidas nesse mundo tão imperfeito, para torná-los ao menos um pouco próximo daquilo que anseiamos, precisamos saber que "Só se vê bem com os olhos do coração. O essencial é invisível para os olhos".


